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Onde estamos?

Negociação não é duelo. É design.

A vida é uma sucessão de negociações para as quais você deve estar preparado para prosperar e ser bem-sucedido. Segundo Roger Fisher, um dos maiores especialistas do assunto no mundo, Fundador e Professor do Harvard Negotiation Project, a negociação é a ferramenta básica de conseguirmos o que queremos dos outros. 

Fazer uma venda, pedir um aumento, negociar o aluguel, tomar decisões em família: quer você esteja preparado ou não, a vida é negociação. E mais, na vida e nos negócios você não recebe aquilo que merece e sim o que negocia. Não é por acaso que o World Economic Forum (Fórum Econômico Mundial) considera a negociação como uma das principais e mais importantes habilidades do futuro.

Poucas pessoas sabem, mas os seres humanos tomam até 35.000 decisões por dia, sendo a maioria delas feitas em diferentes níveis de subconsciência, mas muitas delas são tomadas conscientemente, e quase sempre objeto de uma negociação. Negociamos até 80% do nosso tempo, segundo Daniel Pink. 

Em outras palavras, gastamos 80% do tempo movendo pessoas e praticando atos de convencimento. Na média, negociamos 24 minutos a cada hora. Enfim, podemos dizer que o ato de negociar está presente em nossa vida o tempo todo. 

Dominar as técnicas de negociação talvez seja uma das maiores fontes de vantagem na vida pessoal e profissional de uma pessoa. Esta habilidade pode ser um fator crítico na distinção entre aqueles que têm sucesso e os demais.

Se para situações corriqueiras é importante saber negociar, para algumas profissões tal habilidade chega a ser vital. 

MAS, INFELIZMENTE, PESQUISAS APONTAM QUE 95% DOS BRASILEIROS NÃO SABEM NEGOCIAR. 

É este o maior problema quando o assunto é NEGOCIAR. A maioria das pessoas tem medo, se sentem inseguras ou tem vergonha de negociar, pois negociam sem qualquer técnica, por intuição, “acham” que terão um “insight” milagroso na mesa de negociação.

É exatamente por isso que elas não conseguem ter bons resultados em seus processos de negociação (em seus processos de conseguirem o que querem dos outros). 

E é por este motivo que devemos entender, de vez por todas, que aprendendo a negociar você passará a obter dos outros o que quer, com mais facilidade e de forma mais rápida.

Mas um dos primeiros passos para dominar o processo de negociação é superar a sua aversão a negociar, e entender de vez por todas, que negociação não é duelo, é design. 

Negociar não significa intimidar ou oprimir alguém. É evidente que algumas pessoas possuem maior facilidade ou um instinto que se desenvolveu com as experiências que tiveram ao longo de sua jornada profissional ou até mesmo pessoal, mas o que muitos não sabem é que a habilidade da negociação pode ser aprendida e desenvolvida. 

Dominando as técnicas adequadas, você estará preparado para negociar em qualquer situação e será capaz de potencializar seus resultados, seja obtendo aquilo que você quer das outras pessoas, celebrando acordos, solucionando conflitos, fechando contratos e negócios ou vendendo mais. 

No ambiente corporativo, a negociação é a base de qualquer negócio, já que qualquer empresa vive essencialmente de buscar acordos que as beneficiem, seja com clientes, fornecedores ou investidores. 

Na vida pessoal não é diferente, negociamos dezenas de vezes num único dia, em cenários e situações variadas, a fim de conseguirmos aquilo que queremos dos outros.

Fato é que sua carreira, seu sucesso financeiro, sua credibilidade, sua vida amorosa, até a educação dos seus filhos, em algum momento dependerá da sua capacidade de negociar

Conseguir o que você quer da vida, de forma geral, significa conseguir o que você quer das outras pessoas. E é dominando as técnicas de negociação que você conseguirá isso. É útil, mais do que isso, é crucial aprender a negociar, e mais, aprender a negociar como um profissional. 

O ponto de partida aqui é entender que negociação:

Não é dom. É método

Não é talento. É foco.

Não é duelo. É design. 

É muito menos sobre sorte e muito mais sobre conhecimento.

Como uma construtora erguendo um edifício, o processo de negociação é construído da base para cima: primeiro vem a fundação, depois os pilares, as paredes, o telhado e por fim o interior.

Negociadores  experientes desenham e dominam cada fase do processo de negociação, da preparação ao fechamento. 

Negociação não é um duelo entre vontades, onde vence quem impõe mais força ou resiste por mais tempo. Esse modelo adversarial gera desgaste, concessões ruins e acordos frágeis. Tratar a negociação como confronto é confundir firmeza com rigidez e estratégia com confronto pessoal.

Negociação é design porque envolve projeto consciente: compreender interesses, mapear variáveis, criar opções e estruturar decisões antes da mesa. Assim como no design, o resultado não é fruto do improviso, mas de escolhas intencionais que equilibram valor, viabilidade e sustentabilidade do acordo.

Quando a negociação é bem desenhada, o acordo deixa de ser um empate forçado e passa a ser uma solução funcional. Não se trata de ganhar do outro, mas de construir decisões que funcionem na prática, hoje e ao longo do tempo.

Negociar é projetar decisões, não medir forças. Quando a negociação é tratada como design, ela deixa de ser reação e passa a ser construção. Decisões ficam mais claras, acordos mais sólidos e relações mais funcionais. Para quem negocia com frequência, vale desenvolver essa lógica de forma estruturada.